UE: ministros dos 27 defendem maior utilização de materiais reciclados nas obras públicas

15-07-2010

Os ministros do Ambiente da União Europeia (UE), reunidos segunda e terça-feira em Gante, Bélgica, defenderam uma maior incorporação de materiais reciclados nas obras públicas, entre outras medidas, para melhorar a gestão sustentável dos materiais e resíduos.

Em declarações à Agência Lusa após a reunião informal, a ministra do Ambiente, Dulce Pássaro, explicou que a ideia é generalizar, a nível europeu, algo que tem sido feito apenas esporadicamente em alguns Estados-membros, como aconteceu em Portugal com a construção de estádios para o Europeu de futebol de 2004, “com grande incorporação do que resultou da demolição dos estádios antigos”.

Apontando que a gestão sustentável dos materiais - o ponto único do Conselho informal de Gante - é horizontal, abrangendo áreas não só como a eficiência energética mas até de domínio económico, a ministra realçou a necessidade de uma política de aposta na utilização de materiais reciclados ou reutilizados, defendida pelos 27 a nível do Ambiente, envolver outros sectores, desde a comunidade científica até aos ministérios das Finanças.

A título de exemplo, Dulce Pássaro lembrou que cabe aos ministérios das Finanças determinarem as condições dos concursos de obras públicas, pelo que se a UE quiser dar este “salto” para políticas harmonizadas de gestão sustentável de recursos é necessário o envolvimento de “responsáveis por várias políticas”.

A ministra salientou também a necessidade de se envolver mais a comunidade científica, dado haver ainda muito trabalho a fazer em termos de incorporação de materiais reciclados em novos bens, já que muito se tem feito na Europa, e em Portugal, em termos de gestão de resíduos e reciclagem, mas nem sempre o seu escoamento ou utilização são os mais eficazes.

Segundo Dulce Pássaro, uma política harmonizada ao nível europeu de aposta de incorporação de materiais reciclados em novos bens daria também um sinal positivo à comunidade científica para investir na triagem.

“Portugal está pronto para dar o seu contributo”, garantiu.

In Lusa

 

 

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