Construtoras portuguesas definem indicadores de sustentabilidade para o sector

19-01-2010

As maiores construtoras portuguesas acabam de definir, em conjunto, as áreas-chave para o desenvolvimento da actividade da construção de forma mais sustentada do ponto de vista ambiental, social e económico.

De acordo com um comunicado de imprensa divulgado pela Associação Nacional de Empreiteiros de Obras Públicas (ANEOP), as principais empresas do sector reuniram-se recentemente no workshop "Sustentabilidade nos sectores da Promoção Imobiliária e Construção", que se realizou em Lisboa, e identificaram os indicadores de sustentabilidade que irão constar num suplemento sectorial desenvolvido pela Global Reporting Initiative (GRI), a instituição responsável pelas directrizes utilizadas por milhares de empresas no processo de elaboração dos seus relatórios de sustentabilidade.

Para Manuel Agria, vice-presidente da Associação Nacional de Empreiteiros de Obras Públicas (ANEOP) e um dos participantes deste workshop, "só faz sentido crescer do ponto de vista económico se esse crescimento for acompanhado de preocupações sociais e ambientais. As empresas estão cada vez mais sensibilizadas para esta questão como prova o número cada vez maior de construtoras que publicam anualmente o seu relatório de sustentabilidade, documento que materializa o seu compromisso com a sustentabilidade e que disponibiliza ainda as políticas e a evolução do desempenho ambiental e social da empresa".

Para as construtoras portuguesas, os temas identificados como mais importantes do ponto de vista ambiental foram: a gestão da água, ruído, ciclo de vida dos materiais, utilização do solo, impacto dos danos ambientais, emissões de carbono, qualidade do ar, reciclagem e reutilização dos materiais.

Já no que se refere à dimensão social da sustentabilidade, foram apontadas aspectos como a satisfação dos clientes, a segurança e a saúde do trabalho, formação, limite de horas de trabalho, violação de direitos humanos, acomodação de trabalhadores em obra e envolvimento com a comunidade.

Na vertente económica, foram apontadas como prioritárias as áreas da criação de emprego, o ciclo de vida, os investimentos realizados com o objectivo de melhorar o desempenho do activo, o custo inicial e o retorno do investimento, a rentabilidade e a adaptabilidade do activo a novas funções, as compras ecológicas, a recorrência a fornecedores locais e a redução da pobreza.

Segundo a ANEOP, o suplemento está a ser construído por um processo multi-stakeholder que prevê a realização de workshops em vários países.

A Sustentare, consultora especializada em sustentabilidade, organizou, em  parceria com a GRI, o workshop em Portugal, que contou com o apoio institucional da Associação Nacional de Empreiteiros de Obras Públicas.

In Construir

 

 

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