China vai reduzir em 45% as emissões de dióxido de carbono

27-11-2009

 A China revelou hoje que se vai comprometer a reduzir entre 40 a 50% as emissões de dióxido carbono por unidade do Produto Interno Bruto (PIB), face aos níveis de 2005.

Esta é a primeira vez que o maior emissor de gases com efeito de estufa do mundo apresenta metas para a luta contra o aquecimento global.

"É uma acção voluntária adoptada pelo governo chinês em função das condições do país e uma contribuição importante aos esforços mundiais para lutar contra a mudança climática", segundo um comunicado do Conselho de Estado (governo) citado pela agência oficial Nova China.

Em Setembro passado, o presidente Hu Jintao já tinha prometido reduzir o crescimento das emissões de CO2 "significativamente" em 2020, sem avançar quantidades ou números específicos.

A China será representada pelo primeiro-ministro na conferência de Copenhaga sobre o clima e alterações climáticas, em Dezembro, divulgou hoje o porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros daquele país, Qin Gang.

A participação chinesa naquela conferência foi anunciada sem pormenores de agenda do primeiro-ministro, Wen Jiabao, e na sequência do anúncio de que dos Estados Unidos seriam representados naquele evento pelo seu presidente, Barack Obama.

A conferência terá a participação de 191 países convidados mais a Dinamarca, na qualidade de anfitriã, de 7 a 18 de Dezembro na cidade de Copenhaga, com o objectivo de chegarem a um acordo global sobre a redução de emissões de gases com efeito de estufa (CO2), e que substitua o Protocolo de Kyoto, que expira em 2012.

Cerca de metade dos países convidados já respondeu afirmativamente à participação nesta conferência, o que traduz a presença dos principais estados poluidores no encontro, como a China e os Estados Unidos.

In Económico

 

 

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